20060509

Um país satélite?

"Desde que Evo Morales assumiu a presidência da Bolívia, em 23 de janeiro passado, a influência de Cuba e da Venezuela é cada vez mais notável, tanto na política de La Paz quanto na vida cotidiana do país. A presença estrangeira se estende desde o entorno do presidente, com diversos tipos de assessores, até as áreas rurais, onde se multiplica a presença de médicos e professores. O crescente papel de Caracas e de Havana no futuro da Bolívia começa a criar um certo mal-estar, tanto na oposição política quanto em diferentes setores da sociedade, temerosos de que a irmandade de Morales, Chávez e Castro tenha sobretudo um fundo de interesse sobre a indústria de hidrocarbonetos boliviana". Jorge Marirrodriga - El Pais.
O ministro de relações exteriores, Celso Amorim, afirmou que o Brasil não vai fazer "política do porrete" junto a Bolívia. Acredito que nenhum brasileiro quer isso, mas o nosso país não pode ficar de braços cruzados assistindo a interferência de Cuba e Venezuela no governo de Evo Morales. Se o governo Lula não tomar uma posição ativa em relação ao vizinho, com certeza a Bolívia acabará se tornando um país satélite de Fidel e Chávez. O tornar-se ativo, representa para o Brasil, garantir sua posição como grande investidor estrangeiro no setor de recursos naturais da Bolívia, ninguém está dizendo para desrespeitar a soberania alheia, mas sim defender sua economia e contratos. O Brasil deve estar presente no terrritório boliviano junto as ações de Cuba e Venezuela, já que acreditou na Bolíva antes mesmo da posse do governo Morales. Depois de investirmos milhões de dólares naquele país não é justo que fiquemos fora da "festa" é hora de o governo brasileiro começar a se posicionar não com porretes, mas como punho firme. by Ton

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