20060629

Mulheres preferem a Cisjordânia do que o Brasil

Brasileiras preferem morar na Cisjordânia do que viver no Brasil. Se pudesse, Sofia Bakri gostaria apenas de visitar o Brasil, mas prefere morar na Cisjordânia. Segundo ela "a situação da mulher na Cisjordância é melhor". Pois as regras religiosas e familiares para as mulheres são mais brandas do que as praticadas entre a comunidade palestina no Brasil, mesmo tendo que ficar com sua cabeça coberta pelo véu tradicional e usa roupas longas, deixando apenas seu rosto exposto em terras da Cisjordânia. "No Brasil, as famílias árabes tradicionais dão menos liberdade às filhas do que aqui na Palestina. Os pais têm medo que as filhas imitem as meninas brasileiras e as trancam em casa. Aqui as mulheres têm mais liberdade, podem sair de casa e até trabalhar", explica Bakri. Já Manal Abu Kalil prefere o Brasil. "Lá o povo é mais carinhoso", afirma ela. Abu Kalil nasceu em Jerusalém, casou-se com um brasileiro e foi morar em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, onde ficou 13 anos. “Quando voltei para a Palestina, estranhei, senti que as pessoas aqui ficaram mais duras, nada voltou a ser como era antes. Acho que esta realidade difícil que todos vivem aqui, com tanta morte, tanta pressão, tanta guerra, tornou as pessoas mais duras", conclui Kalil. Apesar de no Brasil a vida não tão fácil ainda há paz e as pessoas transmitem alegria, mesmo com as famosas ondas de violência do crime organizado brasileiro. A questão é a cultura árabe que confina as suas mulheres em "cativeiros domésticos" quando estão fora de seu território nacional. Texto by Ton.

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