20060609

O Brasil não está a serviço dos EUA?

Para Tarso Genro, ministro das Relações Institucionais; que profere na Espanha uma conferência sobre a democracia e o desenvolvimento econômico e social do Brasil, na sede da Fundação Sindical de Estúdios, em Madri; o assalto dessa semana do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) - facção radical do MST, ao Congresso, não representa "o sentimento popular no Brasil". Agora, ao comentar sobre a atuação diplomática e política do Brasil em relação aos países vizinhos como Venezuela, Bolívia, Peru, Argentina, entre outros em foco pela Casa Branca, Tarso Genro afirma que "é preciso adequar todos os movimentos nacionais da América do Sul a uma realidade: não há soberania sem cooperação e reciprocidade. Os países menos desenvolvidos se manifestam com um pouco mais de retórica, o que os países desenvolvidos devem compreender, porque se não o entenderem contribuirão para desestabilizar esses jovens processos de constituição de projeto nacional. Lula não pode ser um policial da América Latina para indicar à região como deve se comportar segundo a visão dos EUA. A cooperação se consegue através da liderança, e não pela força". Além dos problemas internos brasileiros, Genro acredita que o país, por seu poder econômico, sua extensão territorial e seu peso político, deve ter uma atitude de liderança na América do Sul, sem ter que atuar como polícia, ressalta ele. Agora acá entre os botões que vos escreve, quiçá o Brasil não seja apenas mais uma base de 'entreposto' de inteligência americana, o Paraguai já ganhou sua base do pentágono em região de fronteira com o Brasil e Argentina. Imagem: Depto. Polícia Federal e Texto by Ton.

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