20060722

Aliança entre educação & mídia

De acordo com a Profª. Sylvia Magaldi, consultora em educação, o impacto das Novas Tecnologias tem provocado mudanças na Educação, que não tarda a incorporar os últimos recursos tecnológicos direcionados ao setor. Dessa forma, a integração de novas mídias como televisão e Internet não é mais novidade estranha à sala de aula. Pelo contrário, contribui para a criação de novas estratégias de ensino, aprendizagem e auto-capacitação. Num balanço do que de mais marcante ocorreu com a educação no mundo, ao longo do século XX, não poderia ficar de fora a inclusão do relato de três conquistas que, vistas de uma perspectiva histórica, possuem um notável significado. I) Na década de 60, houve a compreensão da educação como processo permanente, que não se esgota ao término de qualquer ciclo sistemático de estudos (mesmo quando longo, diversificado, complexo). Impôs-se a realidade de que a formação das pessoas humanas é um processo contínuo, ininterrupto, do nascimento à morte. II) Nos anos 70, quando ocorreram impressionantes ampliações e aperfeiçoamentos da comunicação, que rapidamente se introduziram nas mais variadas áreas e atividades. Assim, filhas do extraordinário avanço tecnológico que avassalou a segunda metade do século, as situações de comunicação educativa já não precisavam restringir-se ao face a face da sala de aula, apoiadas no livro didático convencional. III) Nas duas últimas décadas (1980/1990), ocorreu o ajuste no modo de focalizar o Ensino Fundamental enquanto política pública, alcançado na Conferência Mundial de Educação para Todos, Jomtien, Tailândia, 1990. A Declaração de Jomtien, em lugar dos propósitos amplos e vagos, permeados de elevadas intenções (habituais em documentos dessa natureza), consagrou o conceito de satisfação das necessidades básicas de aprendizagem como compromisso objetivo e concreto da Educação Básica. Construído democraticamente por representantes técnicos, acadêmicos, políticos e administrativos dos mais diversos países (ricos e pobres), que falavam por governos e por entidades não-governamentais, esse conceito está centrado nos "instrumentos fundamentais e no conteúdo básico da aprendizagem de que necessitam os seres humanos para sobreviver (...), viver e trabalhar dignamente (...), tomar decisões fundamentadas e continuar aprendendo". A Declaração de Jomtien pode parecer óbvia. No entanto, não é. A ênfase no ensino-aprendizagem como a essência mesma do processo educativo - por incrível que pareça - havia perdido, nos últimos vinte anos, a prioridade absoluta que lhe cabe nas políticas de Ensino Fundamental de numerosos países menos desenvolvidos - entre eles o Brasil. Essas conquistas são hoje dimensões pouco conectadas entre si, mas presentes no mesmo todo: a realidade da Educação, a complexidade dos desafios que a caracterizam. No entanto, boa parte de seus problemas decorre da visão fragmentada, compartimentada, redutiva e não-orgânica que ainda prevalece para olhar as coisas, os fatos, o mundo. By Ton.

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