20060704

Heróis ou Celebridades?

A atual seleção brasileira de futebol, que acaba de chegar do mundial da Alemanha 2006 com as malas entre as pernas, após ter sido eliminada nas oitavas de final pela França do guerreiro Zidane, se caracteriza por ter um elenco de jogadores estrelas e celebridades. Um é recordista de participações em Copas, outro é o melhor do mundo, há também o modelo e bom moço, o maior artilheiro de todos os tempos, o que não fez sequer uma falta em centenas de minutos jogados em mundiais. Enfim o time do Brasil é recheado de celebridades, nobres senhores (jogadores) preocupados com marketing pessoal, institucional e de produtos internacionais, mas bem menos interessados em jogar futebol, ou sequer uma "pelada de várzea". A despedida do Brasil da Copa foi através da tática do técnico Parreira, onze em campo em estado de inércia. Bons tempos aqueles da minha infância ao qual pude assistir verdadeiros Heróis em campo na Copa de 1982, o time era guerreiro (como o Zidane) tinha apenas jogadores comprometidos com o futebol, como Zico, Sócrates, Falcão, Valdir Peres, enfim Heróis que lutaram pelo ideal de uma nação, perderam sim a Copa de 82, mas com brio nos olhos e a cabeça levantada. Agora e os Heróis de 1970, 1958, Pelé, Tostão, Garrincha, Carlos Alberto, Didi, enfim homens de honra que muito abrilhantaram a camisa amarelinha do Brasil, esses sim são Heróis de uma nação, homens que todo garoto amante do futebol tem orgulho em expor suas imagens nos seus quartos com posteres gigantes e de calendários comemorativos. Agora o que dizer de celebridades? No fundo, muitos admiram um celébre, não por suas conquistas, mas apenas por inveja e ciúmes de bens e status adquiridos pela celebridade, ou seja, celébres não nos trazem orgulho e nem aos menos bons sentimentos. Que a próxima geração de torcedores possa gozar de novos Heróis em campo. Texto by Ton.

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