20060817

Direitos trabalhistas ou humanistas?

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divide em nove as categorias de emprego no Brasil e classifica os empregados domésticos entre os que mais sofrem com seus direitos e inserção legal no mercado de trabalho. "Essa é, sem dúvida, a pior categoria do Brasil urbano. Uma precariedade que atinge, sobretudo, a mulher, já que o emprego doméstico é a principal ocupação da mulher brasileira", relata Hildete Pereira de Melo, professora de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista no assunto. Segundo o IBGE, 17,5% das mulheres brasileiras ocupadas estão no serviço doméstico e recebem apenas 35% da renda média de todos trabalhadores. Enquanto, essa média nas seis regiões metropolitanas foi de R$ 1,006 mil, em março de 2006, a do trabalhador doméstico ficou em R$ 350,50, SEM CONTAR que 27,5% das domésticas não chegam a receber um mínimo por mês. No quesito informalidade, também pertence aos domésticos o menor índice do Brasil urbano: apenas 26% têm carteira assinada, contra 58% dos outros trabalhadores, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE. By Ton.

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