20061108

Fusão nuclear

O Brasil deve criar uma rede de pesquisa em energia de fusão nuclear. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, o ministério liberou R$ 1 milhão para a manutenção de uma rede de cientistas e instituições do setor nuclear brasileiro. "Esse é um capital de semente", disse Rezende em entrevista ao jornal Folha de São Paulo. "Servirá inicialmente para viagens, trocas de informações e para material de consumo que possa estar em falta", afirmou, sinalizando que a nova RNF (Rede Nacional de Fusão) deve receber verbas mais substanciais nos próximos anos. A fusão é uma tecnologia para geração de energia ainda ineficiente e cara, mas guarda a promessa de produzir eletricidade abundante e limpa dentro de algumas décadas. "A comunidade internacional não acha que será possível chegar a uma tecnologia economicamente viável antes de 2040, mas o Brasil não pode deixar para formar gente nessa área só quando ela já estiver no plano comercial", afirma Rezende. A notícia foi divulgada pelo minsitério após o Brasil rejeitar convites para participar do Iter (Reator Internacional Termonuclear Experimental), um consórcio de 31 países que produzirá na França o primeiro reator grande o suficiente para gerar energia de maneira aproveitável. Para o coordenador da nova rede, atual presidente da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), Odair Gonçalves, a iniciativa pode ajudar a colocar o Brasil no Iter, mas não como sócio com cotas nas patentes, pois isso ocasionaria taxas altíssimas para a entrada. No mais, os cientistas brasileiros devem trabalhar em parceria com Portugal, que está no consórcio (Iter) , ou como colaboradores do JET (Joint European Torus), na Inglaterra, hoje o maior reator experimental de fusão do mundo. A vantagem dessa nova proposta de fusão nuclear é a questão do lixo nuclear, que nesse caso não é necessário a utilização de Urânio combústivel que acaba virando lixo tóxico para a natureza, depois de processado nos reatores menores e convencionais. Resta saber se os cientistas irão encontrar materiais resistentes a altas temperaturas do grande reator em desenvolvimento na França, já que suas características devem gerar enormes temperaturas. Fonte: Ministério de Ciência e Tecnlogia, Folha de São Paulo. By Ton.

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