20070125

Selic começa a melar plano do presidente

Durante o lançamento do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, o ministro da fazenda, Guido Mantega, mostrou um quadro demonstrativo que indicava a previsão do mercado de queda nos juros. Mantega em sua fala oficial acabou brincando com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mandando-lhe o seguinte recado nas entre-linhas “Viu, Meirelles!”... A política do Banco Central, segundo analistas é extremamente conservadora na condução da política monetária nacional. Pelo visto após discurso da fazenda, o sr. Meirelles não ouviu o recado de Mantega e as previsões do mercado se frustaram. A queda esperada pela indústria e maioria do mercado, era de 0,5%, de 13,25% para 12,75%. O Banco Central quando sente pressão política, costuma responder com mais conservadorismo para mostrar autonomia. Foi o que aconteceu em plena semana de lançamento do PAC. A reunião do Copom desta quarta feira (24/01) ganhou relevância de uma “postura mais parcimoniosa” a partir da última reunião de 2006, realizada em novembro. Por “postura mais parcimoniosa”, o Banco Central quer dizer a possibilidade de redução da magnitude de corte da Selic dos atuais 0,5 ponto percentual para 0,25% ponto percentual, ou seja, o presidente Lula terá que suar a camisa para que as próprias instituições do estado falem a mesma língua e assumam de vez o primeiro e audácioso programa de crescimento do país após a era JK. Não se pode esquecer que os dois mandatos de FHC não surgiram sequer um projeto de crescimento de tamanha magnitude. Fonte: Luciana Ottoni. Texto e edição by Ton.

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