20070409

Brasil e EUA, novos horizontes...

O Brasil precisa investir no setor de bens de capitais, biotecnologia, tecnologia de insumos agrícolas, negócios verdes (ecoturismo, comércio de créditos de carbono, energias renováveis – PCHs Pequenas Centrais Hidrelétricas, Eólica e Biomassa), além de tocar o projeto de suas reformas institucionais, como a reforma tributária. Para o banqueiro Fernando Sotelino, "é preciso tributar o consumo e a renda, o lucro. Do lado do gasto, é necessário que haja uma obsessão com a eficiência nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal)". O Brasil tem que aprender a gastar melhor para poder investir em ações de desenvolvimento, e os EUA precisam cuidar da sua "bolha" na economia, atentando para a supervalorização de ativos, como imóveis e ações.
O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do governo Lula que traz um conjunto de medidas em infra-estrutura com investimentos da ordem de R$ 503,9 bilhões até 2010, alavancando, portanto, a economia do país.
O Brasil deve exportar cada vez mais produtos de alto valor agregado, além de commodities e insumos in natura. O crescimento de uma nação se dá pela prosperidade de sua economia de vanguarda e não pela sua subserviência. Aproveitando a oportunidade da visita do presidente americano George Bush a São Paulo no último mês de março, aonde veio tratar de possíveis alternativas energéticas para o seu país, gostaria de enfatizar que o Brasil está com a faca e o queijo na mão. Expresso aqui essa consideração uma vez que segundo a representante do Comércio dos EUA, Susan Schwab, diz que o Brasil consolidará sua liderança no processo de negociação na Rodada Doha se for ambicioso quanto aos objetivos gerais do acordo e se comprometer com a abertura de seu mercado. A melhor notícia de todos os tempos é que existe hoje uma forte percepção sobre a oportunidade do momento entre os principais parceiros comerciais do mundo.
O Brasil finalmente começou a olhar para o mercado norte americano, mesmo que modestamente apenas para o setor de Ethanol, deixando ainda de lado as exportações gerais, já o governo Lula foca o Ministério de Relações Internacionais para o eixo sul-sul, fazendo assim uma política socialista centrista com países em desenvolvimento dos continentes Africano, Asiático e América latina. Texto by Ton.

Divulgue o seu blog!