20070702

Cenário da América Latina...

ODMs / América Latina- O relatório coordenado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, denota o cenário de grande sucesso da região latino-americana em assegurar que meninas e meninos completem a educação primária e que a igualdade de gênero também está assegurada no nível secundário. Segundo o documento as inscrições na educação primária cresceram de 87% in 1991 para 97% em 2005, a maior percentagem entre as regiões pesquisadas.
Avanços também foram alcançados na situação laboral da mulher, que, de acordo com dados de 2005, ocupa 42% dos empregos remunerados não agrícolas, um incremento de 5% em relação a 1990.

As mulheres da região também aumentaram sua participação política, com 20% das mulheres ocupando cargos parlamentares em 2007. Em 1990 eram somente 12%. Na Costa Rica, por exemplo, as mulheres ocupavam 39% dos postos do parlamento em 2006 e, no mesmo ano, duas mulheres, no Chile e na Jamaica, foram eleitas chefes de estado.
No se refere à saúde, o Relatório afirma que todos os países da região conseguiram avanços significativos para reduzir a mortalidade infantil de 54 crianças mortas por cada 1000 nascimentos em 1990, para 31 em 2005. Houve também melhoria na saúde materna, com 89% das mulheres grávidas tendo seus filhos assistidas por profissionais de saúde. Porém, segundo o documento, o cuidado materno continua em níveis muito baixos em diversos países, especialmente na América Central.
No entanto, o Relatório ainda destaca que diversos problemas persistem devido ao ritmo muito lento de erradicação da extrema pobreza e a desigualdade de rendimentos na região. De fato, a diminuição das taxas de pobreza na América Latina e no Caribe tem sido marginal, de 10% em 1990 para 9% em 2004. Ao mesmo tempo, a desigualdade de renda continua sendo a maior entre todos os países em desenvolvimento e a quinta parte mais pobre da população corresponde somente a 3% do consumo nacional.
A região, onde existe a mais rica diversidade biológica do planeta, também sofre com uma das taxas mais altas de desflorestamento. Em toda a região, a superfície coberta por florestas diminuiu de 50% em 1990 para 46% em 2005.
Fonte: UNICRIO -By Valéria Schiling e by Ton.

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