20080111

Perigo claro e imediato de estagnação mundial...

Nações Unidas, Nova Iorque, – A economia mundial enfrenta graves dificuldades para manter o forte crescimento econômico dos últimos anos, diz a ONU, no seu relatório World Economic Situation and Prospects 2008, divulgado essa semana em Nova Iorque.

Basicamente, a ONU prevê que o crescimento econômico mundial siga a tendência decrescente dos últimos anos, diminuindo para 3,4% este ano, em comparação com 3,9% em 2006 e 3,7% em 2007.

Mas existe um perigo claro e imediato que a economia mundial possa chegar próximo à estagnação. Na segunda metade de 2007, a quebra registrada no mercado imobiliário americano e a crise de crédito que começa a desenhar-se geraram incerteza nos mercados financeiros mundiais. Esta situação, aliada à desvalorização do dólar e não resolução dos grandes desequilíbrios globais, podem contribuir para redução do nível de atividade mundial. Para que isto não aconteça, a ONU aconselha uma ação política conjunta dos agentes internacionais para corrigir desequilíbrios mundiais e tranqüilizar mercados monetários.

Durante 2007, registrou-se um crescimento econômico mundial robusto e generalizado. Mais de cem economias atingiram crescimento do PIB per capita em 3% ou mais. O crescimento dos países em desenvolvimento foi, em média, de 7%. Na África, a economia em 2007 cresceu em quase 6%, um acréscimo extraordinário, e a previsão para 2008 é de aceleração, ultrapassando os 6%.

No entanto, pode haver uma inversão deste êxito econômico. A principal incerteza em relação a 2008 provém atualmente da economia americana. Um novo declínio na maior economia do mundo terá graves repercussões para os países pobres, pois irá produzir uma desaceleração no comércio mundial e pôr vim ao aumento dos preços das commodities que os beneficiaram nos últimos anos.

A atual crise do mercado imobiliário nos Estados Unidos agravou-se durante o terceiro trimestre de 2007 com o colapso dos empréstimos hipotecários de alto risco (subprime), desencadeando uma crise do crédito em grande escala cujos efeitos se fizeram sentir em todo o sistema financeiro mundial.

Os bancos centrais das principais economias adotaram várias medidas para reduzir o stress financeiro. Mas estas medidas não tratam da raiz da questão, os enormes desequilíbrios entre países com excedentes financeiros, tais como a China, o Japão e os grandes produtores de petróleo, e países deficitários, especialmente os Estados Unidos. A ONU adverte que é necessário corrigir estes desequilíbrios, através de estímulos econômicos nos países superavitários destinados a compensar os efeitos da redução na demanda nos Estados Unidos. Texto extraído de: O relatório WORLD ECONOMIC SITUATION AND PROSPECTS, que é produzido conjuntamente, no princípio de cada ano, pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA), a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e as cinco comissões regionais das Nações Unidas.
Fonte: Valéria Schilling - Assessora de Comunicação Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio). By Ton.

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