20080225

O Brasil tem dinheiro para liquidar a sua dívida externa

Inédito - Pela primeira vez na história do Brasil, a soma dos ativos brasileiros no exterior (constituídos fundamentalmente pelas reservas internacionais) superou o valor da dívida externa do país. De acordo com o relatório Focus, do Banco Central, em 2003, a dívida superava os ativos em US$ 165,2 bilhões. Em 2007, essa diferença, por estimativa, cai para US$ 4,3 bilhões. E, em janeiro deste ano, a posição se inverte e são os ativos que superam a dívida externa em mais de US$ 4 bilhões.O resultado obtido decorre das políticas macroeconômicas adotadas e da liquidez internacional que permitiu o ingresso de divisas no País. O relatório destaca ainda o bom desempenho das empresas exportadoras e os resultados recordes da balança comercial como fatores cruciais para a melhora na posição internacional do País. As reservas internacionais tiveram “evolução sem precedentes” nos últimos anos, de acordo com o relatório. Subiram de US$ 16,3 bilhões, em 2002, para US$ 180,3 bilhões, no final de 2007. Apenas no ano passado, cresceu 110%.Os ingressos de capitais também foram recordes. Alcançaram a cifra de US$ 88,2 bilhões em 2007. Na avaliação do Banco Central, esses ingressos foram bem distribuídos entre Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), em carteira e outros. Os ingressos líquidos de IED atingiram o maior montante da série histórica, US$ 34,6 bilhões, mais que o dobro dos valores observados em 2002. Já os investimentos estrangeiros em carteira foram conseguidos graças ao desenvolvimento do mercado acionário brasileiro, o reforço das regras de governança corporativa e o estímulo à capitalização acionária por meio de ofertas públicas de ações.Os dólares vindos dos investimentos e dos superávits (obtidos desde 2003) permitiram ao Brasil acumular reservas e também reduzir o montante da dívida. Em 2005, por exemplo, o governo brasileiro liquidou seu passivo com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Declarações: - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em declarações à imprensa, disse que essa mudança de devedor a credor pode levar o país ao grau de investimento (o investment grade é a classificação dada por agências de risco aos países considerados mais seguros para investir) ainda este ano e que esses bons indicadores tornam o país mais resistente às crises externas.
A análise é semelhante à do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que afirmou, em nota, que "este feito é resultado direto da implementação, nos últimos anos, de políticas macroeconômicas responsáveis e consistentes, baseadas no tripé responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas para a inflação. Esse tripé tem assegurado uma melhora gradativa dos nossos fundamentos fiscais e externos, o que aumenta a resistência da economia a choques adversos".
Opinião:
Agora que somos um país credor, resta-nos saber, quais serão as desculpas do Congresso Nacional para justificar as mazelas da nação brasileira? Toda vez que uma ação social era requerida, fomentada, frisava-se a sua negatividade em contra partida da falta de caixa de capital para cobertura da dívida externa. A famosa inflação do passado, foi caracterizada pelo Estado como efeito ariete do pagamento de juros aos credores internacionais. O brasileiro sempre ouviu falar que seu país não crescia, por conta de dívidas externas, que não se classificava como ponto de investimentos privados, por então constar como devedor ao FMI, isso tudo acabou!!! O Tesouro anuncia, portanto, a nova posição do país, de devedor a credor, enterra de uma vez por todas as "desculpas" esfarrapadas dos 'nobres' políticos de Brasília em cima da dívida externa. Então, qual será a nova justificativa para as incompetências e ingerências administrativas do governo? Vale lembrar que o sistema financeiro do Brasil (Banco Central) é o único órgão federal, da gestão do PT, que tem 'vox' uníssona internacionalmentee com sucesso e competência nacional. Fonte: Em questão, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da RepúblicaNº 608a. Edição e Opinião By Clayton Fernandes.

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