20080514

"Comida é água, bebida é pasto"

O índice elevado nos preços dos alimentos preocupa governos internacionais. Os estoques mundiais estão menores, dado o aumento da demanda por itens de alimentação, e muitos países diminuíram suas exportações com o objetivo de atender sua demanda interna. Esse excesso de demanda combinado com escassez de oferta contribui para a elevação dos preços (que também está associada à alta no preço do petróleo). O brasileiro, entretanto, não precisa se preocupar com o desabastecimento de produtos como arroz, feijão, milho e trigo. “A produção brasileira vai bem e ainda há espaço para melhorar”, afirma Edílson Guimarães, secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para ele, a crise do preço dos alimentos constitui oportunidade para os produtores porque preços mais elevados estimulam a produção e podem levar a ganhos de eficiência. Os dados do Ministério mostram que ainda existem no País 71 milhões de hectares de áreas não exploradas disponíveis para agricultura e sem implicações ambientais (como desmatamento de florestas ou invasões de áreas protegidas). Além disso, o secretário menciona que um aumento da produtividade da pecuária poderia liberar cerca de 38 milhões de hectares para o plantio. Isso é possível, pois a média da produtividade da pecuária no Brasil é de 1,1 boi/hectare, sendo que a produtividade no estado de São Paulo é de 1,4 boi/hectare. “Se elevarmos a produtividade para algo próximo à de São Paulo, poderíamos aumentar significativamente a área de cultivo”. No Brasil, a produção agrícola ocupa 72 milhões de hectares (sendo 47 milhões para a produção de grãos).

Mecanismos - O governo possui instrumentos de apoio à comercialização e à produção agropecuária, entre eles estão a Aquisição do Governo Federal (que garantem o preço mínimo ao produtor rural), o Prêmio de Escoamento de Produto (o PEP, que assegura o preço mínimo sem haver a necessidade de adquirir o produto), o Contrato de Opção de Venda (título ofertado em leilões, pelo governo, a produtores rurais) e empréstimos, entre outros. Esses mecanismos permitem ao governo realizar operações que, entre outros efeitos, auxiliam a comercialização com a ampliação ou redução de estoques públicos de grãos. Exemplo claro é a prática de leilões de grãos e itens de estoque em poder do Estado. Fonte: Presidência da República. By Ton.

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