20080603

Mídia condenada por sensacionalismo!

São Paulo, 1994 - Caso Escola Base: Estadão condenado a pagar R$ 750 mil, Rede Globo condenada a pagar R$ 1,35 milhão, IstoÉ teve de pagar R$ 360 mil e a Folha que teve condenação de R$ 750 mil e, agora em 2008 a Folha da Tarde (jornal extinto do grupo Folha de São Paulo) deverá pagar R$ 200 mil para um dos acusados envolvidos no caso Escola Base da capital paulista. De acordo com a Folha da Tarde suas informações publicadas em 1994 foram repassadas pelo delegado que conduziu o inquérito policial e de depoimentos de duas mães de alunos. Para os desembargadores Odemar Azevedo, Mathias Coltro e Oscarlino Moeller a manchete do jornal (“Perua escolar carregava as crianças para a orgia”) era sensacionalista e extrapola o ato de apenas informar. O Grupo Folha da Manhã, que edita a Folha de S. Paulo, até tentou convencer o Tribunal de Justiça de São Paulo de que se limitou a reproduzir as informações oficiais do caso Escola Base, na matéria que tinha o título acima, publicada no extinto Folha da Tarde, mas não foi o que entendeu a turma julgadora. E a Justiça, mesmo que tardia, está provando que no Brasil o sensacionalismo não está em alta, ainda que os veículos de comunicação insistam em divulgá-lo com ênfase no cotidiano; tais como os casos de : Isabela Nardoni, tenente pedófilo suícida, caseiro amante e matador, entre outros que infelizmente lotam os noticiários como cenas de filmes ou novelas, mas todos são reais. É hora da mídia tomar uma postura para a boa notícia e não apenas para o bom retorno comercial com altos índices de audiências com a mazela alheia. O caso Escola Base continua provando, em 2008, ao meio midiático que não se deve confiar em fontes sem apuração investigativa detalhada até a última evidência ser comprovada. CSI São Paulo em atividade plena no caso da Escola Base, viva a justiça paulista!!! Fonte: Comunique-se Texto by Ton.

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