20080712

Resistência pacífica e silenciosa!

A Operação Satiagraha da Polícia Federal, que desmantelou a quadrilha de lavagem de dinheiro, entre amigos, do então Grupo Oportunity - Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pita; levantou uma velha questão sobre a influência da mídia, no quesito informação privilegiada. Segundo o portal Comunique-se a repórter Andréa Michael, do Jornal Folha de São Paulo, escapou de ser presa ao antecipar informações sobre as investigações que aconteciam contra Daniel Dantas, enquanto o repórter César Tralli, da TV Globo, sabia, segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, da prisão do dono do Opportunity, antes dos outros veículos. Tarso Genro chegou a pedir desculpas pelo vazamento de informações. A pergunta que paira no ar é a seguinte: os veículos de comunicação podem, ou devem, publicar inquéritos que correm em segredo de Justiça? A divulgação pode prejudicar as investigações? De acordo com a Associação Nacional de Jornais (ANJ), sim, o veículo deve divulgar as informações. Ricardo Pedreira - assessor da ANJ, é da opinião de que a liberdade de expressão está acima de tudo, um direito garantido pela Constituição.

A TV Globo, afirmou que "fez o trabalho dela". Ricardo Pedreira diz que o segredo de Justiça é uma questão da Justiça. "O segredo de Justiça é para as partes do processo, para os elementos envolvidos, e não para jornalistas", relatou o assessor da ANJ.
Fenaj: - O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, diz que o jornalista tem a obrigação de divulgar a informação que tem relevância pública. "Tudo que tem interesse público, relevância social, o jornalista precisa divulgar", afirma Andrade. No entanto, o repórter deve ter o extremo cuidado em divulgar informações se elas podem prejudicar alguém a ponto de oferecer perigo à vida. "A decisão de divulgar uma informação não é uma regra absoluta, é um princípio ético", conclui ele.
Sobre o vazamento de informações da PF e o pedido de prisão da repórter da Folha, o presidente da Fenaj entende que o problema foi da polícia, em deixar escapar os dados, e não dos jornalista.
Polícia Federal.
A Polícia Federal admite que o erro foi dela mesmo. "Foi o agente do Estado que errou. O jornalista, pelo mérito e trabalho, divulgou o que a polícia deixou vazar", afirmou a assessoria de imprensa. Informa, ainda, que está sendo aberto um inquérito para investigar o vazamento, assim como havia afirmado o ministro Tarso Genro. A PF, contudo, é contra divulgar informações sobre inquéritos em andamento. "A pessoa investigada começa a se comportar de maneira mais precavida, a manipular informações de banco e telefonemas para encobrir o crime", argumentou a assessoria da Polícia Federal. Fonte: Comunique-se. By Ton.

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