20080910

Em plena Ordem Mundial Aquariana, o Homem aciona máquina de aceleração de partículas. Seria o Armageddon?

PARTICLE ACCELERATOR: Europe's new Center for Nuclear Research made history today when it successfully tested the world's largest particle accelerator (Deutsche-Welle). http://m1e.net/c?85206845-0zPC9WeCU7jUs%403605513-zT98HLkoUB24U International debate over the safety of the device—which a minority of scientists argue could destroy the world—has intensified in recent weeks (Economist). http://m1e.net/c?85206845-SWOsoFVIaYV6s%403605514-nXeGOKRRCKoTA Fonte: CFR. (Ver texto em português abaixo)

Europe's Center for Nuclear Research made scientific history when it successfully tested the world's largest particle collider on Wednesday. Some, however, are worried the machine may mean the end of the world. (http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3632820,00.html)
The Large Hadron Collider (LHC), which was switched on at 09:30 CET on Wednesday, Sept. 10 after nearly two decades of construction to the tune of 6 billion Swiss francs (3.76 billion euros, $5.46 billion), will help scientists understand the material that makes up the universe, according to CERN (Center for Nuclear Research) spokesman and physicist James Gillies. On Wednesday, a beam of protons was successfully fired all the way around a 17-mile tunnel beneath the Swiss-French border, traveling the full length of the LHC. "We take a couple of particles, we throw them at each other, we see them smash into each other, we observe what happens and that allows us to test the way they interact with each and understand their behavior," he said. The work being done 100 meters beneath the ground in the LHC at CERN is unique, Gillies added, meaning that world's particle physics community is looking to see what happens at the center. Hubert Reeves, a French astro-physician, told the Swiss daily Le Matin that the invention could bring "unexpected results" that would change the world of particle physics forever. "This machine will probably bring unexpected results that could turn particle physics on its head," Reeves said.

Doubts on the surface
But above ground, there are doubts. Many have been made anxious by rumors that the center may produce miniature black holes. Local resident Bethan Montague Brown said she is anxious about rumors she's heard about the possible side effects of particle bombardment."I'm not a scientist and I don't know what all the pros and cons of black holes, but I don't think they're good," she said. "They're talking about these black holes being very small, but I don't know that that means. I don't know how big or small a black hole needs to be to swallow half the planet ... or the whole planet." Even some scientists, like German chemistry professor Otto Roessler have expressed their doubts about the safety of the LHC. He said it's plausible that the black holes, small though they may be, could potentially "survive and grow exponentially and eat the planet from the inside." He is so convinced that he has filed suit at an EU court in which he says CERN violates the right to life guaranteed by the European Convention on Human Rights.

Tiny black holes
But back at CERN, there are reassurances -- of a kind. While switching on the Large Hadron Collider may create black holes, they're sure to be harmless and are probably nothing new, said Gillies. "There are theories out there that say perhaps the LHC can produce microscopic black holes, if the LHC can do it, then cosmic rays hitting the atmosphere can do it, and cosmic rays have been hitting the atmosphere since the earth existed," he said. "All you can say is maybe those theories are correct, but if they are, then microscopic black holes are quite harmless."
Beyond the possible Armageddon scenarios some fear will be produced at the center, more down-to-earth concerns about energy use at CERN also exist.
CERN has cost at least $10 billion (7.1 billion euros), and the electricity needed to power the LHG would be enough for the entire city of Geneva. Yves Preville, a local town councilor, said he's not sure money at CERN is being well spent. "The physics being done here is very futuristic physics, it won’t have any direct application to human well being," he said. "The beauty is we have been able to train a great number of physicists and mathematicians, for me this is a great value."

Part of human nature
Nevertheless, pure scientific research does have its supporters. Geneva resident Rudi Schoech said he believes expecting immediate benefits form CERN's research is unrealistic. "It's certainly an enormous waste of money if you think you don’t need this kind of information, if you can't build anything from it," he said. "But I think it’s a very integral part of human nature, to look for things, to search for the origins of how things work." Gillies said the part of human nature that works at discovering the unknown has led to inventions that are now essential parts of our everyday life. The history of science is littered with scientists who say, you'll never find any use for this, and then, 100 years after they're dead we're using them," he said.
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"Um super acelerador de partículas de tamanho considerável - altura de um prédio de seis andares e raio de 27 Km -, batizado de LHC (sigla em inglês de Large Hadron Collider - Grande Colisor de Hádrons), o maior e mais complexo instrumento científico já construído, poderá responder algumas questões fundamentais sobre o início do Universo.

Na máquina de colisão LHC os engenheiros circularam partículas de prótons dentro de um túnel de 27 quilômetros de circunferência que abriga o LHC. Após o sucesso dessa primeira parte, o próximo passo será projetar outras partículas na direção oposta para que possam colidir, recriando as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang. O aparelho, cujo custo é estimado em US$8 bilhões, foi projetado para atirar partículas de prótons umas contra as outras quase à velocidade da luz. A liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas simularia as condições após a explosão que deu origem ao universo. Em agosto, os engenheiros já haviam injetado raios de prótons de baixa intensidade no LHC, mas estes não completaram o percurso completo do túnel.
Massa
Os cientistas esperam conseguir identificar o surgimento de partículas tal como aconteceu no início do universo, algumas das quais nunca foram observadas antes.“Vamos conseguir analisar a matéria mais profundamente do que jamais conseguimos”, disse Tara Shears, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra. “Poderemos observar do que o universo se constituía bilionésimos de segundo depois do Big Bang”, afirmou.
'O que é massa? 'O LHC poderá responder a uma simples questão: O que é massa? “Sabemos que a resposta será encontrada no LHC”, disse Jim Virdee, físico do Imperial College de Londres. O modelo mais aceito sobre a formação da massa envolve uma partícula chamada bóson de Higgs, também conhecida como "partícula Deus".
Segundo a teoria, as partículas formam sua massa através de interações com o campo que acompanha a partícula Higgs.
Projeto
O acelerador foi construído pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) em um laboratório subterrâneo na fronteira franco-suíça. Desde a concepção até o acionamento do LHC neste 10 de setembro de 2008, foram 30 anos de pesquisas e vários obstáculos. O orçamento estourou várias vezes e o custo final ficou quatro vezes maior do que o previsto, por problemas de equipamento e construção do aparelho. O acionamento foi atrasado em dois anos. Durante o inverno europeu, o LHC será fechado para que os engenheiros preparem o equipamento para reproduzir as colisões com energia total - e não de baixa intensidade, como este de 10 de setembro. “O que é tão empolgante é que não tivemos o lançamento de um equipamento tão grande durante anos”, disse Shears.“Nossos experimentos são tão grandes, complexos e caros que não ocorrem com tanta freqüência. Mas quando acontecem, tiramos deles toda a física possível “, afirmou Shears". Fonte: BBC Brasil.

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Brasil
Ignácio Bediaga; - Coordenador do Laboratório de Física Experimental de Altas Energias do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), ligado ao ministério da Ciência e Tecnologia é um dos brasileiros que participam das pesquisas na chamada máquina "do fim do mundo".
O LHC ganhou esse nome depois que dois pesquisadores entraram na Justiça norte-americana pedindo o fim das pesquisas no aparelho, alegando que os experimentos poderiam criar mini-buracos negros que resultariam na extinção do planeta.
No entanto, segundo o pesquisador, a intenção do acelerador de partículas é outra: desvendar algumas das questões mais intrigantes da ciência - como, por exemplo, a origem do Universo.
Bediaga descreve assim o aparelho: "um acelerador de partículas e seus detectores estão para os físicos de partículas assim como o telescópio está para o astrônomo, o microscópio para o biólogo ou o olho para o ser humano". "Só no quesito energia, o LHC será cerca de 10 vezes superior ao maior acelerador de prótons hoje em atividade no mundo, o Tévatron, situado no Fermilab (Estados Unidos)", salienta o pesquisador.
"Eu gosto de dizer que ali é uma Babel ao contrário", diverte-se. "O LHC tem uma estrutura muito impressionante. Você conversa com gente de todas as nacionalidades, os conhecimentos são todos abertos, discutidos. É uma sociologia complicada, mas é muito estimulante", conta Bediaga. O cientista trabalha no detector de partículas LHCb, um dos quatro que compõem o complexo subterrâneo do colisor, junto com o Alice, o Atlas e o CMS. "No subsolo que abriga o Atlas, caberia a catedral de Notre Dame", conclui o cientista brasileiro. Fonte: Terra Magazine Edição Mixidéias By Ton.

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