20081008

Ninguém acredita em ninguém?

O ufanismo do Brasil em relação a crise econômica mundial cria um ar de prepotência governamental. A presidência da república se esbalda em pronunciamentos positivistas a la carte sindicalista. Como se o país não obstante tivesse um caixa forte intocável. É de extrema importância ressaltar aos senhores ministros e ao presidente Lula que o Brasil recebeu cerca de R$ 200 bilhões em investimentos capitaneados pela Bolsa de Valores, ou seja, a economia local também está vulnerável a uma perda de ações, ainda mais que os seus principais produtos negociados por São Paulo são commodities, que estão com preços em queda crescente.

A crise mundial do sistema financeiro deve durar até meados de 2009, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial veem que os governos, bancos e empresas devam atuar de forma conjunta e sistemática, para que o mundo não se assole em uma pobreza extrema. Estima-se que a economia global perca mais de US$ 3 trilhões com o rombo no sistema financeiro. Os EUA não estão dando conta de conter a sangria de sua economia, para tanto, o governo Bush está articulando com Grã Bretanha, França, Luxemburgo e Itália uma ação de salvamento ao mundo capitalista.
Nem chefes de estados, líderes mundiais, bancos e multinacionais estão conseguindo frear a avalanche conspiracional das finanças mundiais. O crash de 1929 está mais para uma "fichinha" do que para uma derrocada financeira em relação ao que o mundo vem assistindo em 2008. Uma quebradeira total do sistema operacional da economia capitalista.
Quiçá uma nova guerra surja para espantar o fantasma do capital? ou seria mesmo a recessão duradoura dos ricos, que estão hoje estão mais pobres?
O Brasil está focado em investimentos sociais e em obras do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, fora isso tudo deverá ser revisto, conforme afirma o minsitro de planejamento Paulo Bernardo Silva. Fonte: Clayton Fernandes.

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