20090731

Obama apoia o etanol de milho

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama defende “muitas iniciativas” que tenham como objetivo a diversificação das fontes de energia e vem analisando todos os subsídios pagos pelo governo para identificar se “o dinheiro dos que pagam impostos está sendo bem utilizado”.

Segundo o jornal The New York Times o presidente está ligado; desde a campanha rumo a Casa Branca, apesar de negar na época da eleição presidencial qualquer tipo de vínculo a lobistas; a importantes grupos que produzem o etanol de milho.

Obama afirmou no ano passado, quando Brasil e EUA assinaram acordo de cooperação na área (Etanol), que “substituir o petróleo pelo etanol brasileiro não favorece a segurança nacional americana”. Hoje o presidente americano confirma sua frase de campanha, apoaindo ações protecionsitas em favor da bancada ruralista - pró etanol de milho - no congresso dos Estados Unidos.

O conselho de energia formado por Obama é composto pelo ex-senador Tom Daschle. Membro do partido Democrata, ele faz parte do quadro de direção de três empresas produtoras de etanol e trabalha em um escritório de advocacia no qual uma de suas principais missões é “dar conselhos estratégicos e políticos para clientes em termos de energia renovável”; por Jason Grumet, ex-membro da Comissão Nacional de Política Energética, uma iniciativa bipartidária da qual faz parte o também ex-senador Bob Dole. Esse último integra o partido Republicano e é ligado à gigante do agronegócio Archer Daniels Midland, maior produtora de etanol dos EUA, sediada no estado de Illinois, pelo qual Obama foi eleito.

O Brasil deve ficar a margem do mercado de energia renovável americano, mesmo tendo um acordo de intenções assinado entre os dois países, efetivado na gestão Bush e Lula. Vale saber se a troca de tecnologia brasileira servirá apenas de referência as universidades e institutos americanos como plataforma de pesquisas avançadas, já que o etanol brasileiro a base de cana-de-açúcar é um sucesso no mercado de automotores desde a década de 1980. Enquanto que o etanol de milho dos EUA, apesar de caro, ainda carrega o fator de ocasionar a queda de alimento no mercado interno, caso venha a ser utilizado de forma acentuada junto ao setor de energia.

Cabe aos nobres diplomatas brasileiros trabalharem para que ao menos a Casa Branca libere uma certa % do etanol brasileiro para o mercado americano. No campo da política da boa vizinhaça o presidente Obama está muito bem assessorado, uma vez que ele acaba de indicar o novo embaixador americano para o Brasil, que por sinal é pró etanol brasileiro. O problema que a bancada dos senadores do milho de lá estão "pipocando" com a indicação de Obama, receosos com uma futura aproximação democrata com o Brasil do etanol de cana.

Enquanto os nobres senadores brasileiros "brincam" de xerifes em busca da queda de posições e brilhos pessoais, os senadores americanos não dormem no ponto, lutam de 'grão' em 'grão' para defederem os interesses dos Estados Unidos, agora quanto o Brasil, nossos senadores disputam cadeiras, vagas e postulados para si próprios e para entes queridos. Isso não é uma vergonha é ultrágico e colonialista em demasia. Até aonde essa democracia brasileira pós ditadura irá levar o país? Talvez ao cúmulo de uma nova ditadura militar, que assim não seja! Ninguém merece ter que se submeter a ordens alheias sem propósitos de liberdade, mas essa mesma exposição de plenos direitos está nos arrastando a "brigas" de poderes insanos com foco em interesses pessoais e de organizações corporativistas que não estão nem ai para o povo brasileiro. Fontes: The New York Times, Jornal da Globo. Texto by Clayton Fernandes.

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