20090906

Bomba, Bomba, Brasil Atômico!

A tese de doutorado do físico brasileiro, Dalton Ellery Girão Barroso, apresentada no Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército - Simulação numérica de detonações termonucleares em meios Híbridos de fissão-fusão implodidos pela radiação -, confirma que o Brasil já tem conhecimento e tecnologia para, se quiser, desenvolver a bomba atômica. "Não precisa fazer a bomba. Basta mostrar que sabe", afirma Barroso.
Mantida atualmente sob sigilo no IME, a pesquisa foi publicada num livro e sua divulgação provocou um estrondoso choque entre o governo brasileiro e a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), responsável pela fiscalização de artefatos nucleares no mundo inteiro. O pesquisador desenvolveu cálculos e equações que permitiram interpretar os modelos físicos e matemáticos de uma ogiva nuclear americana, a W-87, cujas informações eram cobertas de sigilo, mas vazaram acidentalmente.

Desde o início dos anos 1980 as forças armadas brasileiras veem realizando testes secretos no sul do estado do Pará, especificamente na Serra do Cachimbo, onde a Aeronáutica abriu um buraco gigante, com dimensões espantosas de profundidade, que serviram para a efetivação de testes nucleares. Fontes da Marinha afirmaram ao Mix Ideias nos idos dos anos 2000, que nas décadas de 1970 e 1980 o buraco do cachimbo recebeu toneladas de concreto para cobertura de ensaios de artefatos bélicos, mas a fonte não confirma explícitamente ação de artefatos nucleares.
É notório ressaltar aqui que no início dos anos 1980, no final da ditadura militar, ainda no governo do General João Figueiredo, a Marinha instalou no interior de São Paulo, na cidade de Iperó, região de Sorocaba, o Centro Experimental de Aramar, órgão vinculado a Marinha responsável pela realização e operação de um reator nuclear focado em enriquecimento de Urânio e indiretamente na criação da tecnologia brasileira do submarino nuclear de nossa Marinha. Antes da operação do reator de Aramar, em meados dos anos 1970, em pleno Campus da USP - São Paulo, funciona o primeiro reator nuclear, voltado a pesquisas das forças armadas, em atividade até o dia presente.
Barroso publicou o grosso dos resultados da tese no livro A Física dos explosivos nucleares (Editora Livraria da Física, 439 páginas), despertando a reação da AIEA e, como subproduto, um conflito de posições entre os ministros Nelson Jobim, da Defesa, e Celso Amorim, das Relações Exteriores. A crise vinha sendo mantida em segredo pelo governo e pela diplomacia brasileira.
No entanto, a política nuclear brasileira não é recente e finalmente alguém se encorajou em publicar uma tese reascendedo o poder militar da nação. No mundo atual é necessário se posicionar com poder político e militar, a detenção da tecnologia nuclear faz com que um país tenha voz de respeito em relação as nações poderosas belicamente. Fontes: IME, Mix Ideias. By. Ton.

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