20090929

O Mapa Mundi após Lula a lá Obama!!!

Honduras a pedra no sapato da democracia? Segundo o mestre e doutor em direito pela USP - Universidade de São Paulo, Lionel Zaclis, o fato de em Honduras a deposição do presidente não ser feita por meio de impeachment, tal como no Brasil ou nos EUA, em nada altera a questão, porquanto a questão relevante consiste em verificar se o processo constitucionalmente previsto para tal fim em cada país foi respeitado, até porque cabe a cada país escolher, para o fim de que se trata, a sistemática e o conjunto de normas que melhor se adapte às suas características político-jurídicas.

A implantação de escritório político e estadia do presidente deposto de Honduras na embaixada do Brasil se configura nos bastidores de Brasília e Washington como o movimento Zelaya, que na verdade é um fruto de um acordo "confidencial" entre Brasil e Estados Unidos em sintonia com os principais discursos de política exterior pronunciados por Obama desde que chegou à Casa Branca. Tanto na cúpula do G20 em Londres como na cúpula da OTAN em Estrasburgo, o presidente norte-americano disse que seu país perdeu influência e já não pode ser a polícia do mundo, razão pela qual a nova política de segurança internacional consiste em forjar alianças estratégicas com potências afins nas diversas regiões do mundo.

Mas a aliança estratégica Estados Unidos-Brasil não começou com Honduras, nem com Obama. Segundo documentos recentemente desclassificados, já na década de 70 Kissinger pedia que Nixon apoiasse a ditadura brasileira para que coordenasse a luta antiguerrilha em toda a região. E foi Lula quem consolou George W. Bush em sua terra depois da surra que este recebeu na cúpula de Mar del Plata em 2005. E foi Lula quem, dois anos mais tarde, voltou a receber Bush para chegar a um acordo sobre uma partilha do incipiente mercado mundial de biocombustíveis.
O que ninguém discute é que o Brasil deu um passo importante nesta semana para reafirmar seu papel de potência emergente e líder regional. “Isso é o Brasil potência, o Brasil interlocutor mundial, o Brasil marcando um papel predominante que consolida sua esfera de influência na América Latina”, diz exaltada a fonte diplomática com sede em Washington.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas assumiu o assunto a pedido de Lula e intimou os golpistas a cessar as agressões contra a embaixada brasileira. O dado não é menor. “Ao entrar no Conselho de Segurança, o assunto entrou na habitação do capítulo sétimo”, exemplificou a fonte diplomática, fazendo referência à cláusula que habilita uma intervenção militar sob a proteção da ONU, que só pode ser invocada por um acordo do Conselho.

Para a fonte veterana diplomática residente em Washington, isso significa passar da tentativa de convencer os golpistas invocando princípios democráticos, à ameaça lisa e plana de uma invasão. Fidel Castro entendeu isso mais rápido do que ninguém e, um dia antes da resolução do Conselho, disparou um editorial no jornal Cubadebate argumentando contra a solução militar.

Conclusão do caso Embaixada do Brasil em Honduras:

Não parece provável que o movimento brasileiro (de recepeção de Zelaya em sua embaixada) seja uma resposta política à instalação de bases norte-americanas na Colômbia ou o tão mencionado relançamento da Quarta Frota da Armada norte-americana,´- mencionada aqui no Mix Ideias, em relação a patrulhas americanas em volta das plataformas de petróleo da Petrobrás -. Os EUA tinham conhecimento prévio e haviam aprovado o movimento brasileiro, confirmam fontes diplomáticas de Washington.

Ambos os países coordenaram seus movimentos ao longo de toda a crise, e essa coordenação tornou-se ainda mais evidente desde a volta de Zelaya.

Washington foi um dos primeiros governos a exigir respeito pelo santuário diplomático brasileiro. Além disso, a embaixada norte-americana foi a primeira a mandar suprimentos quando os golpistas cortaram a água e a luz do refúgio do presidente derrubado, informa uma fonte hondurenha instalada na embaixada brasileira.

Além disso, para não deixar dúvidas, o chanceler brasileiro Celso Amorim apurou-se em esclarecer que o Brasil não assumiria um papel de mediador no conflito, mas que esse papel ficaria nas mãos do delegado dos EUA, Oscar Arias, presidente da Costa Rica. Também estão em negociação o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza; o embaixador norte-americano em Tegucigalpa, Hugo Llorens, e ultimamente somaram-se à mesa representantes do Centro Carter, a ONG liderada pelo ubíquo ex-presidente norte-americano. Todos eles têm linha direta com o Departamento de Estado Americano.

A Mídia do Brasil:

A mídia brasileira insiste em não mostrar a verdade dos fatos que envolvem a articulação de Brasília no caso de Zelaya, visando a campanha política de 2010, uma vez que o tal articulador sugerido por Obama em relação ao campo de Honduras é sim o nome do presidente do Brasil, ou seja, Lula foi acionado para fazer parte de uma questão internacional com requintes de polícia e força política. Resta aguardar os resultados de tal ação da extrema direita do partido democrata americano.

O presidente Barack Obama não elogia ninguém, apenas pelo mérito de elogio. Agora é sabido, porque Lula é o cara na visão da gestão Obama? Para articular e "policiar", mesmo que politicamente os hermanos da América Latina já que os americanos no passado tiveram ações desastrosas com os mesmos. Desde a segunda guerra e pré-comunismo em Cuba a América Latina é desprezada pelos Estados Unidos.

Continuam abertos os argumentos de Washington em relação a sintonia com Brasília:

Os argumentos aqui reproduzidos por fontes diplomáticas e jornalísticas não podem ser considerados plenos de verdade, pois a presença de forças militares do Pentágono na América do Sul é mais do que notório, ainda mais com a ascenção Bolivariana do presidente Hugo Chaves da Venezuela sobre os hermanos vizinhos.

A Bolívia e Equador já criaram atritos diplomáticos e comerciais com o Brasil em resposta a tese de Hugo Chavez, para que na região haja o fortalecimento dos chacos e do socialismo. Mesmo o presidente Lula, com todo o seu prestígio nacional e internacional, ainda continua em cima do muro em relação a política externa na região.

É preciso ter cautela com a afirmação de que Washington apóia a manutenção de Zelaya em Honduras, uma vez que a última declaração do embaixador norte americano na OEA figurou em alta voz que Washington considera a atitude do governo do Brasil de irresponsável em abrir as portas de sua embaixada para o então presidente de Honduras.

É o chamado jogo de empurra e empurra, já que as proporções da conclusão desse caso se delongou e não tem prazo para acabar. Espera-se que a democracia e a sociedade sejam os vencedores em Honduras e na América Latina.

O Brasil tem de ficar atento para com as movimentações políticas e militares dos Estados Unidos, ninguém merece perder suas reservas naturais em tempos de uma sociedade pró-ativa a questões ambientais que visem lucro e sustentabilidade, olho na Amazônia Verde e a Amazônia Azul.

As ações de demonstração de poder militar da Marinha de Guerra da Inglaterra contra um barco de traficantes em águas próximas ao continente sul americano, mostram que as super potencias estão em retaguarda e atentas com o que vem acontecendo na nova linha geográfica do mundo.

Hugo Chavez recebe e mantem parceria bélica com os russos e a Colômbia de Alavro Uribe recebe sete bases militares americanas na Amazônia colombiana. Agora a Quarta Frota da Marinha de Guerra dos EUA é reativada e direcionada a patrulhar a região do pré-sal descoberta pela Petrobrás.

Que o Brasil não se desligue e se faça de infantil no meio da diplomacia e no campo da política internacional. É IMPORTANTE continuar pleiteando de forma efetiva e real a sua cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, com apoio da França e demais países amigos, e tomando atitude de respeito em relação ao Império ou Polícia do Mundo, mesmo tendo o seu "xerife" ou "imperador" Obama se fazendo de boa praça.

A história nos conta a que os americanos atuam como Lobos travestidos de Cordeiros! A bomba atômica é o extâse de tal afirmação? Fica a questão latino americana em aberto para reflexão da Casa Civil do Brasil e para o Itamaraty em posições políticas em conjunto com qualquer que seja a potência mundial. O governo Lula não pode em hipótese alguma se posicionar em cima do muro, assim como o fez Getúlio Vargas no período da Segunda Guerra, para com as relações políticas de estado a nível internacional, ou você está com, ou apóia, A ou B, seja democrata, socialista, oriental ou ocidental. Fontes: Departamento de Estado E.U., IHU, Mercado Ético, Mix Ideias - comentários finais (Conclusão em diante), By Clayton Fernandes, signatário da ONU, consultor e jornalista focado em responsabilidade social.

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