20090928

O novo Brasil de Lula divide posições na Casa Branca de Obama!

(This is Report at version in English and Portuguese, by Ton.
Source The Independent, London - England at
Mix Ideias, São Paulo - Brazil)
O Brasil do século XXI, sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está em evidência no mundo todo como uma nação influente na política e na economia mundial. Haja vista que a situação de Honduras (estado de sítio para a Embaixada Brasileira) pós abrigo ao ex-presidente Zelaya está gerando uma certa 'crise' entre a cúpula diretista da Casa Branca.

A secretária de estado Hillary Clinton (extrema direita democrática apoiada no Brasil pelo PSDB e aliados) apoia a governança do atual presidente de Honduras Michletti, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, menciona apoio a Lula e concomitantemente a manutenção da democracia através do voto em Honduras e não via "Golpe Constitucional".

Nunca se viu, tempos atrás, um líder como Lula. Só os brasileiros (elite) que ainda não conseguem enxegar o tamanho de sua influência entre as nações do mundo. Infelizmente em Brasília há muito 'Cacique' para uma única 'Oca' (Palácio do Planalto).

O presidente Lula precisa atentar-se para com as ações de seus diplomatas e especificamente para com o Ministério da Defesa, antes ter na mão uma andorinha segura do que não ter nenhuma. A embaixada brasileira em Honduras está "descoberta" de proteção militar do Brasil. Espera que o governo de Lula (Jobim) tome uma atitude de prevenção emergencial, para que nã0 se obtenha resultados trágicos já ocorridos em São Paulo, por ações desastrosas da polícia em salvamento de reféns como ocorreu no caso da menina Eloá em Santo André, e agora com a explosão de uma loja de fogos e artíficios na mesma cidade,. por pura falta de prevenção e atenção das autoridades "competentes".

Brasil mostre que és de fato um gigante, não só pela própria natureza, mas sim pela liderança que deve assumir daqui por diante!!!

Os gringos do outro lado do Atlântico estão atentos as ações do presidente Lula, e o Brasil está? A tv Globo, a revista VEJA, e os principais jornais do país estão agindo como os veículos de extrema direita dos EUA. Nada se fala na íntegra, quando o assunto é Lula. Tudo editado em frações de textos.

Você leitor do Mix Ideias, já leu no G1, no Globo, na Veja, ou mesmo assistiu no JN o discurso do presidente realizado na convenção da ONU semana passada? Lá nos EUA a CNN, Fox, The New York Times, relataram o discurso do Obama em Ipsis Litteris, por isso é de se tirar o chapéu aos pombos de Washington. Aqui a oposição direitista mal sabe fazer oposição. Só sabem garantir cadeiras e mais cadeiras nas estatais do povo brasileiro. Vejam abaixo o texto publicado pelo The Independent da Inglaterra.

A ascensão do Brasil: Mais rápido, mais forte, mais alto
Sediar as Olimpíadas de 2016 seria a cobertura no bolo da nação sul americana, que finalmente está preenchendo seu potencial

por Hugh O'Shaughnessy,
The Independent

Deus pode não ser brasileiro, como muitos dos moradores do Rio de Janeiro orgulhosamente garantem, mas o Todo Poderoso parece mexer as suas asas influentes na direção da Cidade Maravilhosa, a Marvellous City do Atlântico Sul, no momento em que a cidade joga tudo para sediar as Olimpíadas de 2016. Suas três rivais, Tóquio, Madrid e Chicago, parecem perder força enquanto chega O Dia.

No dia 2 de outubro a cidade vencedora será anunciada em Copenhague, assistida por um bilhão de telespectadores em todo o mundo. Na terça-feira, em Brasília, senadores aprovaram legislação para garantir tudo o que se requer para uma proposta vencedora -- de financiamento a regulamentos para evitar que donos de hotéis cobrem acima do preço pelas diárias.

O New York Times parece ter desistido da Cidade da Ventania [Chicago] às margens do Lago Superior, sugerindo que o presidente brasileiro, Luís Inácio da Silva, que todos chamam de Lula, tinha o trabalho mais fácil do mundo para garantir o prêmio.

Lula, o ex-metalúrgico e líder sindicalista que anos atrás perdeu um dedo em uma prensa hidráulica, confessou que tinha a vantagem. Ele será acompanhado em Copenhague pela sua esposa, Marisa, enquanto Michelle Obama estará lá sem o marido. "Será dois contra um", disse Lula com prazer disfarçado.

A votação do próximo mês poderia ser um marco na jornada do Brasil para deixar de ser o eterno país do futuro -- para o qual o futuro nunca chega -- e para se tornar um indisputável poder mundial, com uma presença permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e o dinheiro para alimentar, educar e cuidar de sua população de quase 200 milhões.

Lula, que quando criança suplementava o orçamento da mãe vendendo amendoim em torno do porto de Santos, aproveita de sua nova eminência, de sua liberdade para culpar a atual crise financeira "nos banqueiros de olhos azuis" e do respeito adquirido.

O pânico dos banqueiros e o alarme da mídia na City de Londres e em Wall Street nos meses que antecederam sua maciça vitória eleitoral em 2002 são coisas do passado. Hoje o Brasil é um dos BRICs, junto com a Rússia, a Índia e a China e é admirado por banqueiros e economistas.

E não apenas o presidente Obama o chama o líder mais popular do mundo mas, depois de um período em que a corrupção governamental parecia a caminho de derrubá-lo, Lula tem uma taxa de aprovação com os eleitores de cerca de 80%.Não mais um caso clássico de país em luta contra a hiperinflação, o Brasil olha adiante para um tsunami de riquezas que vai tomar conta da Petrobras, a altamente bem sucedida empresa de petróleo controlada publicamente, que atingirá produção total nos enormes campos de águas profundas.

Lula faz planos para usar esse novo dinheiro para corrigir abusos que resultaram do golpe militar de 1964, apoiado pelo Ocidente, e dos anos subsequentes de repressão selvagem e tortura, que derrubaram os padrões de vida do próprio Lula e de outros milhões de pobres brasileiros.

O Brasil também é um grande exportador de comida -- o que é confortável num momento em que a fome cerca vários lugares.As últimas semanas demonstraram que Lula está sacando da riqueza futura para ter mais influência internacional hoje.

O primeiro chefe de estado a falar no debate da Assembléia Geral das Nações Unidas na quarta-feira passada, ele entrou na frente do discurso de 90 minutos do coronel Gaddafi, que chateou todos os presentes. Lula aproveitou a oportunidade para atacar as idéias dos poderes ocidentais durante a crise financeira internacional. "O que desabou foram conceitos sociais, políticos e econômicos aceitos como inquestionáveis", ele disse, num forte golpe a políticos e banqueiros que se opunham à regulamentação governamental.

Os esforços de Lula ajudaram a esmagar o Grupo dos Oito dos países ricos, que será substituído pelo Grupo dos 20, que inclui países em desenvolvimento que se encontraram na quinta-feira em Pittsburgh para reformar as finanças mundiais.

Na Assembléia Geral Lula também pediu ação contra o golpe em Honduras, onde a embaixada brasileira dá abrigo a Manuel Zelaya, o presidente legítimo derrubado em 28 de junho por um impostor com apoio militar. Lula está pedindo ao Conselho de Segurança ação contra o crescentemente bárbaro novo regime, com ameaça do emprego de toda a força da lei internacional, particularmente se o regime continuar a deixar diplomatas brasileiros e seus hóspedes sem energia, água e comida.

A ação brasileira, apoiada de perto pelo governo venezuelano, pegou Washington de surpresa, expondo uma divisão clara entre Obama, que quer ação decidida para restaurar Zelaya, e uma vacilante Hillary Clinton, cujos assessores direitistas tem outras ideias.

Lula é, também, um dos líderes do bloco da União Sul-Americana de Nações. A Unasul resiste à militarização da América do Sul que muitos acreditam que vai acontecer se a Colômbia, um aliado próximo dos Estados Unidos, permitir que o Pentágono estabeleça sete novas bases em suas terras; elas permitiriam que os Estados Unidos despachassem caças para qualquer parte do continente com exceção da Patagônia. Como precaução, Lula está comprando armas da França e da Rússia.

Em suas tentativas de acelerar a unidade latino-americana, Lula tem corrido riscos políticos em casa, enfrentando empresas de energia elétrica poderosas. Para cimentar as relações com seu vizinho pobre, o Paraguai, Lula prometeu um novo acordo para o uso da energia da gigantesca hidrelétrica de Itaipu, que supostamente deveria ser usada igualmente pelos dois países mas que de fato vai quase toda para o Brasil.

Ainda assim, se o Rio vencer na sexta-feira, Lula voltará à tarefa de dar esperança aos despossuídos da cidade -- para garantir que as primeiras Olimpíadas na América do Sul ocorram pacificamente. Text report by Journal The Independent. London, England. Comentários por Clayton Fernandes, BY Mix Ideias, São Paulo, Brasil.


The rise and rise of Brazil: Faster, stronger, higher
Hosting the 2016 Olympics would be the icing on the cake for the South American nation that is finally fulfilling its potential.

Hugh O'Shaughnessy
The Independent

God may not be Brazilian, as many of the inhabitants of Rio de Janeiro proudly boast, but The Almighty seems to be swinging His or Her not inconsiderable influence towards the Cidade Maravilhosa, the Marvellous City on the South Atlantic ocean, as it pitches strongly for the chance of staging the 2016 Olympic Games. Its three rivals, Tokyo, Madrid and Chicago, seem to be fading as they turn into the home straight towards O Day in five days' time. On 2 October the victorious city should be announced in Copenhagen, watched by a billion television viewers from across the world.

On Tuesday, in Brasilia, senators moved to approve the legislation needed to guarantee everything required for a successful bid – from funding to regulations to stop hoteliers overcharging for rooms. On Wednesday, The New York Times appeared to give up on the Windy City on the chilly shores of Lake Superior, hinting that the Brazilian president, Luis Inácio da Silva, whom everyone calls Lula ("The Squid"), had the easiest job in the world to land the prize. Lula, the former metalworker and trade union leader who years ago lost a finger in a hydraulic press, himself confessed he had the advantage. He will be accompanied to Copenhagen by his wife, Marisa, while Michelle Obama will be there without her husband. "So it'll be two to one," he pointed out with quiet delight.

Next month's vote could be a milestone on Brazil's journey away from being the eternal country of the future – and the one for which the future never comes – towards becoming an undisputed world power, with a permanent presence on the UN Security Council and the cash to feed, educate and care for its population of nearly 200 million.


Lula, who as a child supplemented his mother's budget by selling peanuts around the docks of Santos, is revelling is his new eminence, his freedom to blame the current world financial crisis on "blue-eyed bankers" and to command respect. Bankers' panic and media alarm in the City of London and Wall Street in the months before his first massive electoral victory of 2002 are things of the past. Today Brazil is one of the so-called "BRICs", along with Russia, India and China, and admired by bankers and economists. And not only does President Obama call him the world's most popular leader but, after a period when government corruption looked as though it might topple him, Lula's approval rating with voters is now around 80 per cent.

No longer a financial basket case struggling with hyperinflation, Brazil is looking forward to the tsunami of riches that will engulf it when Petrobras, the highly successful publicly controlled oil company, gets full production from the enormous new oilfields deep under Brazilian seas. Lula is making plans to use the new money to correct the abuses that stemmed from the Western-supported military coup of 1964, and the subsequent years of savage repression and torture, which ground down his own living standards and those of millions of other poor Brazilians. Brazil is also a massive food exporter – comforting when famine stalks many other places.

The past few weeks have demonstrated that Lula is drawing on tomorrow's wealth as the lever for international influence today. The first head of state to talk in the debate in the UN General Assembly on Wednesday, he got in before Colonel Gaddafi's 90-minute philippic which inconvenienced everyone else. He took the opportunity to lambast the ideas of the Western powers during the financial crisis. "What fell to the ground was the social, political and economic concept accepted as unquestionable," he said in a sharp dig at politicians and bankers opposed to government regulation of the markets. Lula's efforts have helped to crush the Group of Eight rich countries, replacing it with the Group of 20, which includes developing countries and which met in Pittsburgh on Thursday to start reforming the world's finances.

At the General Assembly he also demanded an immediate end to the coup d'état in Honduras, where the Brazilian embassy is sheltering Manuel Zelaya, the legitimate president overthrown on 28 June by an impostor with military support. Lula is calling for Security Council action against the increasingly barbaric new regime threatening it with the full force of international law, particularly if it continues to deprive the Brazilian diplomats and their guests of power, water and food. Brazilian action, closely backed by the Venezuelan government, has wrong-footed Washington, exposing a clear gulf on the Honduran mess between Obama, who wants decisive action to restore Zelaya, and a shilly-shallying Hillary Clinton, whose right-wing advisers have other ideas.

Lula is, too, a leader in the new political bloc the Union of South American Nations. Unasur is resisting the militarisation of South America that many think will follow if Colombia, a close ally of the US, allows the Pentagon to establish seven new bases on its land; these would allow the US to dispatch warplanes to any part of the continent except southern Patagonia. As a precaution, Lula is buying arms in France and Russia.

In his efforts to accelerate the drive for Latin American unity, Lula has taken political risks at home, daring to take on the powerful electricity companies. In order to cement relations with his poor neighbour Paraguay, he has promised a new deal on the gigantic hydroelectric Itaipú dam whose power is supposed to be shared by both countries but which in fact goes overwhelmingly to Brazil.

However, if Rio wins on Friday, Lula will settle back to the task of giving the city's dispossessed hope – and ensuring that South America's first Olympics pass off peacefully. (The Independent).

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