20091026

Brazil Summit - Novas oportunidades em tempos de crise!

O Mix Ideias participou da cimeira Brasil 2009, realizada em São Paulo pela Revista The Economist; Brazil Summit - Today's crisis, tomorrow's opportunity? faz parte da Economist Conferences - Open. Objective. Independent.; um encontro internacional de políticos, empresários, educadores, pensadores e editores internacionais, convidados pela Economist Intelligence Unit.

A reunião registrada por Clayton Fernandes, contou com a presença de Eduardo Gianneti da Fonseca, Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, da Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, dos presidentes da GE, Shell, Itaú, Santander, Intel, Fiat América Latina, BNDES, Fundação Dom Cabral, Azul Linhas Aéreas Brasileiras, além de diretores do Banco Mundial, Civic Republican Foundation, IFC, ABDI, Wipro Technologies, BTG, The Economist Group.

O ex-presidente da Colômbia, César Gaviria, disse em debate que o Brasil como um país em situação de negociador internacional em relação a políticas de desenvolvimento, "atua mais no discurso do que na prática. Brazil is belong form politics at Latin America, is it potential development for education and economics. But is see from Mexico at is one step for rings in America". Segundo Gaviria, um dia o Brasil abre suas portas para Zelaya em Honduras, caso da recepção do presidente de Honduras na embaixada do Brasil. Outro dia apóia o presidente Chaves e tem a Colômbia como aliada na região. Mas no dia seguinte, o Brasil volta a se aproximar dos Estados Unidos e consequentemente "se perde com políticas de alianças em relação aos vizinhos latinos".

A imagem do presidente Lula é dúbia para os líderes latinos, ora está com os hermanos e ora com os americanos.
Para Eduardo Gianneti da Fonseca (INSPER) há quatro pontos básicos de atenção para que o Brasil se configure como líder internacional;

01 - Meio Ambiente: 50% das Florestas do Mundo se encontram na América do Sul, Para a COP15 é necessário de que haja uma decisão conjunta dos países regionais latinos, pois a região tem um papel central na formulação de propostas em comum para a América Latina. E o Brasil pode ser o porta voz dos países vizinhos se buscar ouvir os mesmos;
02 - Comércio: Manter uma postura efetiva junto a OMC - Organização Mundial de Comércio;
03 - Infraestrutura: Energia e Transporte, não parar com os investimentos nessas áreas;
04 - Cultura: Precisa conhecer melhor a cultura regional. Os países da América Latina olham mais para os Estados Unidos e para a Europa do que para a sua própria cutlura local.

O presidente e fundador da cia aérea Azul Linhas Aéreas Brasileiras, David Neeleman, em entrevista a Justine Thody, disse que congratula a Petrobrás por sua ação empresarial internacional e por investir na economia nacional em todas as áreas. Neeleman comparou a gestão dos aeroportos brasileiros com os do Canadá e EUA, e conclui que a questão de infraestrutura do Brasil está mudando com a inovação e reformas de terminais e abertura de novas rotas nacionas pela Infraero, levando a possibilidade de atendimento a diversas localidades domésticas.

Segundo Xing Bing, da Cheung Kong Escola de Negócios de Pós-Graduação, o crescimento de negócios na China se deram nos setores de Telecomunicações e Financial Services.

No Brasil o diretor de marketing da empresa Marcopolo, diz que o fator de logística interna é extremamente relevante para o desenvolvimento de novos mercados no interior do país, uma vez que a exportação de produtos necessita de escoamento em vias com condições de fluxo intenso e rápido.

Como líder o Brasil deve procurar consenso em identificar interesses comuns. Falta ações de unicidade entre os países latinos americanos, desde 1958 com o governo JK que não se discute causas políticas em comum para a região da América do Sul. Mesmo com existência da UNASUL e do Mercosul o governo brasileiro se porta com uma política externa ambígua. Veja a relação do Itamaraty com os EUA e o Irã.

Na questão ambiental e aquecimento global, o Brasil tem enorme força na comunidade internacional, fazendo parte do G20 e do Conselho de Segurança da ONU. O governo do presidente Lula deveria representar em COP15 o pensamento da região, para tanto, necessita ouvir o que os vizinhos detentores de florestas teem a dizer.

Para a gestão do presidente dos EUA, Barack Obama, os países latinos americanos poderiam estar unidos em um bem comum. Na visão da Casa Branca, crises como a de Honduras, denotam ainda um clima de instabilidade e coesão de objetivos. Obama vê que México e Brasil estão se tornando expoentes mediadores de novas crises. No mais, a Casa Branca não tem uma posição oficial e aberta em relação ao pensamento do presidente americano.

A verdadeira liderança do Brasil em relação a América Latina é a sua "independência" financeira, ou sejas, interdependência financeira, comercial, ambiental e de saúde pública. Até aqui, ser e ter um bloco coeso está distante para os países latinos.

É hora do Brasil deixar de ser um centro-esquerdista e se posicionar a que veio ao século XXI, atuar com política democrática e comercial livre. Agir ao lado de México, Chile e Peru. Não se intimidar pelas ações bolivarianas da Venezuela, Bolívia, Argentina e agora com a aproximação da Colômbia ao Estados Unidos. Texto by Clayton Fernandes.

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