20100219

Síndrome de Jack Bauer, 24Horas imersos em sabotagens!

O universo da ficção se apoia de corpo e alma no mundo real. Em tempos modernos, o filme doravante apresentado pela personagem Carlitos, representada pelo diretor e ator Charles Spencer Chaplin, retrata a sociedade capitalista desvairada do início do século XX. Sociedade essa que se viciava no trabalho tecnicista e dominador do então novo cenário industrial capitalista.

Se passaram 100 anos "virtuais" e a história do enredo se repete frenéticamente entre os roteiros de ficção e da vida real. A rede de TV americana FOX , através da série 24 Horas - que trata de espionagem, terrorismo, política, soberania, negócios e poder - traz ao mundo real o medo da sabotagem criada por atos espúrios de terroristas. Está instaurada a síndrome de Jack Bauer, personagem esse da série,
Agora, ao deparar com a realidade "virtual" do Brasil, o mundo social é postado via um mix de Carlitos e Jack Bauer. Hoje mesmo, ao sair em viagem para uma reunião de negócios, a percepção do mundo real se apresentou de uma forma louca e terrorista. Imagine presenciar a periferia de uma grande cidade brasileira, percorrendo ruas e ladeiras estreitas, com rostos de pessoas cedentas de fúria por igualdade e oportunidades. Jovens brasileiros sentados ao meio fio, outros jogando pelada em campos de terra batida. Os bares da vida, lotados de senhorios em carteados regados a cerveja e cachaça.

Policiais disfarçados em seus celulares e óculos escuros em pseudos campanas nas esquinas da vida, sem direção e sem noção do que de fato ocorre ao seu lado. A inteligência , em cinco minutos de visita operacional, registra ações suspeitas em residência que serve de acolhimento a pseudos ajudantes da construção civil, que entram e saem de veículos novos, esportivos requintados com rodas de liga leve e sons majestosos que dá inveja a qualquer playboy da elite paulistana. Um movimento constante que ninguém da vizinhaça enxerga, pois o sol está ardendo em fogo as lentes de seus olhos.

A pergunta. O que a vida real tem a ver com o mundo da ficção? Oras não é preciso responder. Veja você mesmo que o capital cega a doutrina da vida natural do homem. Mas que raio de doutrina é essa? Você se lembra da personagem de Tony Ramos, ao representar um indiano em Caminho das Índias? - Novela global que ganhou o prêmio Emmy da TV -; então, Opache costumava alimentar uma vaquinha, que recebia frutos em pleno saguão de sua loja. Esse ato não se referia apenas a divindade expressa pelos indianos as vacas, mas sim ao respeito pela natureza e sua grandeza. Se o cenário fosse no mundo ocidental Cristão, a tal doutrina da vida natural se apresenta em pequenos gestos de simpatia e reconhecimento a existência do seu próximo. Dar bom dia ao porteiro, ao faxineiro, a empregada, ao motorista, ao chefe e ao seu cachorro pode lhe trazer mais vida em sua vida.

Ah, ainda o 'folhetim' da Globo retratou a importância da majestade do Sol, em seu realizar suave em nascer todas as manhãs. Quantas vezes você agradeceu pelo nascimento do Sol em seu dia? O assunto está pitoresco demais? Pois bem, não se atente apenas em meras palavras sobre folhetins e filmes enlatados. Busque saber que é preciso amar não as coisas, mas sim quem as realizam, criam, transformam e manipulam.

Errar é passível a todos que tentam acertar. A não tentativa de viver plenamente enlouquece a mente e a reflexão em um ponto de interrogação que só traz stress e insônias. Todavia pudesse o homem acreditar em suas verdades virtuais e reais. Será que o capital corroeu a alma humana?

A vida se resume a projetos e negócios de milhões. Será mesmo? Você pode não ter alcançado o seu milhão, mas é certo que não deixa de correr atrás pela sobrevivência diária imposta por um "salário" monetário que lhe acorrenta em apenas comer, vestir, beber, se locomover.. . locomover... locomover.. ..locomotivamente em meio aos vapores do capitalismo insano. Tal sobrevivência capitalista afasta o ser humano da vida natural - não aquela vivida pelos naturistas, mas sim a vida real que forma e transforma o viver em paz e com alegria durante cada segundo, minuto e hora, dia após dia.
A reunião de hoje foi clara ao me mostrar que ainda estamos todos presos a um ciclo vicioso de trabalho outorgado em prover a realização de aquisição do capital que pode levar a soma de milhões sem perdões.
A humanidade pós-moderna do século XXI vive 24 Horas sonhando com o terror da sorte. Sabotadores, terroristas, lobistas, administradores amigos da onça e técnicos da esquadra flutuante e submersiva eis que o tempo mostrará a cada um a real propulsão de energia que transmitem, se for positiva o mundo intangível lhe devolve com benção, agora se o negativo emergir das profundezas a patente do bem será revogada de vossos arquivos. Texto by Clayton Fernandes.

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