20100810

Educação, eleição e o futuro da nação!

A mostra da desiguladade social mundial foi apresentada, no último mês de julho de 2010, pelo relatório do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o estudo na América Latina, há menos desigualdade na Costa Rica, Argentina, Venezuela e Uruguai.

A ONU aponta como principais causas da disparidade social a falta de acesso à educação, a política fiscal injusta, os baixos salários e a dificuldade de dispor de serviços básicos, como saúde, saneamento e transporte. Ainda de acordo com publicação do PNUD relatada pelo Mix Ideias, o Brasil se encontra em situação BASTANTE complicada no quesito igualdade social. O nosso país conta com o terceiro pior índice de desigualdade no mundo. Quanto à distância entre pobres e ricos, o Brasil empata com o Equador e só fica atrás de Bolívia, Haiti, Madagáscar, Camarões, Tailândia e África do Sul.

Educação é sinônimo de desenvolvimento e igualdade social

O que permite a redução da desigualdade é, em especial, o acesso à educação de qualidade. No Brasil, em cada grupo de 100 habitantes, apenas 9 possuem diploma universitário. Basta dizer que, a cada ano, 130 mil jovens, em todo o Brasil, ingressam nos cursos de engenharia. Sobram 50 mil vagas… E apenas 30 mil chegam a se formar. Os demais desistem por falta de capacidade para prosseguir os estudos, de recursos para pagar a mensalidade ou necessidade de abandonar o curso para garantir um lugar no mercado de trabalho.

Nas eleições deste ano devem votar 135 milhões de brasileiros. Dos quais, 53% não terminaram o ensino fundamental. O escritor e assessor de movimentos sociais, Frei Beto pergunta; "Que futuro terá este país se a sangria da desescolaridade não for estancada?".

Pode-se dizer que existem, sim, melhoras no Brasil do século XXI. Entre 2001 e 2008, a renda dos 10% mais pobres cresceu seis vezes mais rapidamente que a dos 10% mais ricos. A dos ricos cresceu 11,2%; a dos pobres, 72%. No entanto, há 25 anos, de acordo com dados do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, este índice não muda: metade da renda total do Brasil está em mãos dos 10% mais ricos do país. E os 50% mais pobres dividem entre si apenas 10% da riqueza nacional.

No Brasil da era Lula, os programas de transferência de renda do governo - incluindo assistência social, Bolsa Família e aposentadorias - representam 20% do total da renda das famílias brasileiras. Em 2008, 18,7 milhões de pessoas viviam com menos da metade do salário mínimo. Se não fossem as políticas de transferência, seriam 40,5 milhões. Isso significa que, nesses últimos anos, o governo Lula tirou da miséria 21,8 milhões de pessoas. Em 1978, apenas 8,3% das famílias brasileiras recebiam transferência de renda. Em 2008 eram 58,3%.

Portanto, segundo Frei Beto é uma falácia afirmar que, ao promover transferência de renda, o governo federal está “sustentando vagabundos”. O governo sustenta vagabundos quando não pune os corruptos, o nepotismo, as licitações fajutas, a malversação de dinheiro público. Transferir renda aos mais pobres é dever, em especial num país em que o governo irriga o mercado financeiro engordando a fortuna dos especuladores que nada produzem. "A questão reside em ensinar a pescar, em vez de dar o peixe. Entenda-se: encontrar a porta de saída do Bolsa Família", conclui o escritor.

Até aqui, os diversos estudos realizados sobre o tema desiguladade social comprovam que os mais pobres, ao obterem um pouco mais de renda, investem em qualidade de vida e, os itens escolhidos com maior atenção para se investir são: - habitação, educação e saúde.

Em tempos de eleições é primordial que se estude as propostas de cada candidato escolhido, pois o político que receber seu voto hoje é o mesmo que irá fazer o nosso país do amanhã, com suas leis, projetos e emendas parlamentares.

Se você deseja ter uma nação mais justa, exerça seu poder de cidadão, votando certo e consciente! Até quando a educação do povo dependerá do desejo dos políticos? A informação colabora para com a mudança de paradigmas, portanto, informe-se antes de votar em um candidato. A Lei da Fiha Limpa, aprovada para as eleições de 2010, é uma excelente oportunidade para conhecer os antecedentes do candidato político que pleiteia seu voto. Conheça a vida do(a) seu(sua) possível candidato(a) a presidência, governador(a), senador(a), deputado(a) federal e deputado(a) estadual em http://www.mcce.org.br/
Fontes: PNUD/Brasil, Mix Ideias, Mercado Ético, Frei Beto, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Ficha Limpa. By Clayton Fernandes.

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