20120304

Caminhos Sustentáveis

O MUNDO ainda dispõe de recursos naturais e humanos para se recuperar da situação drástica de degradação ambiental que se encontra. Pontos essenciais como tolerância, respeito à diversidade, valorização das relações humanas, supremacia do ser sobre o ter, denotam que o homem é o ‘predador’ integrante e indissociável desse organismo vivo conhecido como Terra.

É necessário que se pense em desenvolvimento sustentável para salvar a humanidade e não o planeta! A humanidade é que está em risco, pois o planeta continuará a existir com ou sem a presença do homem por bilhões de anos.

De acordo com o Ex-Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Walter Lazzarini, os negócios empresariais serão sustentáveis ou não serão negócios. É usual ouvir na mídia que o mundo está sob uma “onda verde”, como se fosse algo que vem e vai, no entanto, essa “onda” não vai passar, uma vez que a atenção a questão ambiental é crucial para a subsistência humana.

O futuro é agora, já é possível observar escassez de água, falta de terras agriculturáveis, desmatamento de florestas em expansão, emissão exacerbada de CO2 e lixo pelos grandes centros urbanos. Dos 190 países integrantes da Organização das Nações Unidas, nove deles detêm 50% da água disponível na Terra (97,5% de água salgada e apenas 2,5% água doce). Estima-se que, no ano de 2050, a população mundial chegue a 9 bilhões de pessoas, dos quais 4 bilhões deverão sofrer com a escassez de água.

O homem precisa urgentemente repensar seus hábitos de vida e percorrer por caminhos que o levem a sustentabilidade econômica, social e ambiental – Triple-bottom line, para assim se satisfazer de suas necessidades do presente, como o atendimento aos pobres e manutenção da capacidade das gerações futuras, seja através de práticas ou ‘teorias’ sobre responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

Para sueco Björn Stigson, presidente do WBCSD (World Business Council for Sustainable Development), “não há empresas saudáveis em sociedades falidas.” O futuro do planeta, ou seja, o nosso e das gerações que estão por vir, é uma questão de atitude.

Atitude global, mas que nasce e se viabiliza a partir de gestos individuais. Gestos que, aos poucos, vão transformando a realidade e inaugurando uma nova forma de existir. Tomando como exemplo, a empresa brasileira fabricante de papéis, Suzano mostrou um pouco disso ao investir na fabricação de papel a partir do eucalipto, sem destruir espécies nativas, usando inovação tecnológica para preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo gerar emprego e renda.

Na construção civil a movimentação em torno da arquitetura ecológica pode ser medida com o aumento nos pedidos de certificação. Em 2007, existia apenas um edifício certificado no Brasil, a agência do banco ABN Amro, situada em Cotia – SP. No ano seguinte, foram registrados 47 pedidos de certificação pelo Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), desenvolvido pelo U.S. Green Building Council (USGBC).

Além do certificado americano há também o certificado Aqua (Alta Qualidade Ambiental), que adapta normas técnicas de sustentabilidade da França à realidade da construção civil do Brasil. A certificação dá credibilidade ao empreendimento.

Em um edifício sustentável o consumo de energia é, em média, 30% menor; o de água de 30 a 50%; a redução de resíduos, de 50 a 90%; e a emissão de dióxido de carbono, de 35%.

O desenvolvimento sustentável é o meio para conjugar o crescimento econômico com a redução das desigualdades sociais e a degradação do meio ambiente. By Clayton Fernandes / Planeta 10.

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